Chamávamos-lhes a turminha dos quatro. Andavam sempre de mãos dadas, aos pares. Menino com menina. Quando foi para retirar os fios de pacemaker, foram todos em fila indiana. A primeira foi a C.. O cenário foi o que já se esperava. Chorou, chorou, chorou e, no final, eu Quem foi a menina mais bonita do mundo? Quem é que se portou muito, muito bem? E ela, por entre snifadelas, ainda com a lágrima no canto do olho Fui eu... Daí baixa a t-shirt, recompõe o cabelo e segue-me. Nesta altura já estou eu ao lado do segundo da fila, o R., assustadíssimo, pelo sim, pelo não, sei lá o que me vão fazer, o melhor é berrar a alto e a bom som. Aí a C. surpreende-me, agacha-se ao lado do R. e diz com um tom de voz um tanto ou quanto autoritário Vá, R., não custa nada e tem de ser. Esta era a fase em que eu dizia que ele, com medo de ser considerado mais medricas do que uma rapariga, se tinha portado bem. Não, não portou. Mas durante todo o tempo que eu estive naquilo, ela não olhou para o lado, nem se mexeu. E ele agarrou a mão dela na dele até ao fim.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
as meninas e os meninos têm uma capacidade infinita para nos surpreender todos os dias...
ResponderEliminar