Não sei quem é que se lembrou de dar um nome ao recipiente para onde escorrem os drenos torácicos. Alguém se lembrou. Provavelmente o meu chefe. Adiante. Toda a gente chama a esse recipiente o Bobby. Os miúdos adoram. Os miúdos têm essa característica incrível de adorar pequenos pormenores, que nós, os adultos, vemos e vivemos como verdadeiras tragédias. Eles não. São operados ao coração, têm de andar com uma caixinha atrás, presa a eles por uns tubos que drenam sangue, e eis que a caixa é o Bobby e tudo isto se torna, de repente e inexplicavelmente, divertidíssimo. Pois bem. Já estão a ver qual é o problema aqui. A partir do momento em que a criança conhece o Bobby, que não é uma simples caixa incómoda e desagradável, mas o Bobby (o nome confere-lhe uma faceta de animal de estimação...), como retirar esse pequeno prazer à criança? Em suma. No outro dia, fui retirar o Bobby ao R., que chorou desalmadamente, em pânico. Afinal não custou assim tanto... pensou ele no final, enquanto enxugava as lágrimas. Eu a olhar para ele e a contar em contagem decrescente... 3, 2, 1... logo ele: Onde está o meu Bobby? o que é que fizeram ao meu Bobby?! Pai, roubaram-me o Bobby!!
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Se de repente me lembrei de vir espreitar este blog...foi num só fôlego que o li!É tão giro conseguir visualizar o que está escrito, aliás, tão bem escrito!
ResponderEliminarSe foi por engano que até nós veio parar, não é engano nenhum que vai ser tão brilhante como sempre foi!
1 Abracinho nada amarrotado
Dora
Obrigada :)
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